Guardiões do Templo Místico

Desvendando o Indesvendável

quarta-feira, dezembro 12, 2012

A Crucificação de Jesus: Apenas mais uma mentira


A Crucificação de Jesus:
Apenas mais uma mentira

INTRODUÇÃO

Caros leitores, antes de mais nada mais uma vez gostaria de agradecer o prestigio que estão dando ao nosso trabalho, que fique claro e já dissemos por diversas vezes que respeitamos todas as pessoas e aquilo que elas acreditam, porém respeitar e falar a verdade são coisas muito distintas  você é livre para acreditar e falar o que quiser, contanto que haja respeito na forma de falar, como nós aqui do blog Guardiões do Templo Místico somos livres de nos manifestar da forma que achamos conveniente, se caso não gostar do que estamos escrevendo, faça algo muito simples, NÃO ENTRE NO NOSSO BLOG!, todo o debate de ideias é bem vinda, contato que não venha com autoritarismo e ataques sem argumentações plausíveis que sustente os argumentos, melhor dizendo, ataques não são bem vindos! alguns podem dizer "Mas vocês estão atacando o Cristianismo", absolutamente não! em algumas igrejas por exemplo pastores e lideres religiosos dizem que BRUXARIA é coisa do Demônio, pois bem, como eles tem liberdade de demonizar a bruxaria, temos a liberdade de enxergar o cristianismo de outra forma, claro que a intensão não é ficar numa troca de farpas, mas é mostrar as coisas sobre outra perspectiva fazendo com que as pessoas se questionem e por elas mesmas encontrem a verdade "Busque e Achará". 
Esse estudo que você vai ler a seguir foi um trabalho desenvolvido com muita calma e cautela, afinal não queremos sair falando "achimos" estudamos um outro ponto de vista e retransmitimos como ele foi visto, muitas fontes foram buscadas para a conclusão dessa postagens, trechos de livros que irão ver a seguir, analise histórica e por ai vai, esperamos que gostem de nosso trabalho e boa leitura.

A PRISÃO DE JESUS


De início eu quero enfatizar que não considero que uma raça inteira de pessoas (os judeus) tenha causado a morte de Jesus. E também não creio que nenhum cristão inteligente pensaria isto. Na verdade, apenas uns poucos homens poderosos em Israel - principalmente os sacerdotes superiores daquela nação - foram os responsáveis pela injustiça que ocorreu. É evidente, nos Evangelhos, que os altos sacerdotes ordenaram a prisão e julgamento ilegal de Jesus, que eles sozinhos é que se sentiram ameaçados pelos ensinamentos de Jesus em público, e que eles sozinhos é que buscaram a morte de Jesus. A prisão foi ilegal porque ela veio de noite, em violação à lei. Ela foi efetuada através das atividades do conspirador Judas Iscariotes em violação à lei rabínica. Ela não foi resultado de um mandado legal, novamente em violação ao código Mosaico. Os guardas romanos que prenderam Jesus no Jardim de Getsêmani e o trouxeram ao tribunal do Sumo Sacerdote não tinham uma ordem de prisão legal. O julgamento noturno é uma evidência adicional de conspiração contra Jesus por esses sacerdotes cuja hipocrisia o carpinteiro denunciava publicamente. Abaixo, algumas das ilegalidades a cerca da prisão e julgamento de Jesus:

1. As ações legais não se podiam desenrolar numa casa privada, mas apenas no lugar formal: na área do templo chamada de "Beth Din", o assento do Grande Sinédrio, para ofensas capitais
2. As ações legais não se podiam desenrolar à noite
3. As ações legais não se podiam desenrolar na véspera de um feriado
4. Uma sentença não podia ser proferida com base numa confissão extorquida
5. As sentenças de morte só poderiam ser proferidas pelo menos 24 horas depois da interrogação

A verdade é que os sacerdotes se sentiam ameaçados com as pregações e denuncias de Jesus, e nos evangelhos vemos este conflito. Deste modo, temendo o pior, os sacerdotes planejaram a prisão e a morte de Jesus para se livrarem do grande incômodo que ele causava às autoridades judaicas. Por isso, os sacerdotes procuraram prender Jesus tudo as escondidas e de forma ilegal, para que o povo judeu não ficasse sabendo. E por isso Jesus foi preso a noite e não de dia como seria o correto dentro da lei, pois de dia Jesus pregava entre o povo e os sacerdotes sabiam que se tentassem qualquer coisa contra Jesus, teriam que enfrentar a revolta do povo judeu. Desta forma, tudo havia sido planejado as escondidas afim de entregá-lo nas mãos dos romanos sem que o povo judeu ficasse sabendo, intencionando assim, se livrar da culpa do assassinato que tanto almejavam revertendo a responsabilidade aos romanos.


O JULGAMENTO DE JESUS

Sob a lei do Sinédrio, o primeiro passo deveria ter sido a audiência prévia com a leitura das acusações para o réu em uma corte aberta. O registro (incluindo os escritos de Mateus, Marcos, Lucas, João, Josephus, Philo e os Manuscritos do Mar Morto) não menciona nenhum audiência prévia. O registro diz que a corte procurou testemunhos falsos contra Jesus para justificar e condená-lo à morte mas da primeira tentativa não conseguiram, apesar dos várias testemunhos falsos que surgiram. Houve perjúrios entre eles mas ninguém estava disposto a arriscar a terrível conseqüência de mentir contra um homem acusado de crime capital. Mas finalmente surgiram duas falsas testemunhas, e nos disseram Mateus e Marcos que ambos os testemunhos não concordam entre si. A primeira testemunhou para acusação de blasfêmia dizendo que Jesus havia dito "Eu sou capaz de destruir o Templo." A segunda testemunhou que Jesus havia dito "Eu vou destruir esse Templo." Não houve outras testemunhas além dessas duas, e elas não concordavam entre si. De acordo com a lei, Jesus deveria ser absolvido ainda antes de ser questionado em sua defesa. E certamente sem ser obrigado a testemunhar contra si próprio. Porém, o sumo sacerdote Caifás invocou Jesus para que se defendesse (contrariando a lei). "E, levantando-se o sumo sacerdote no Sinédrio, perguntou a Jesus, dizendo: Nada respondes ? Que testificam estes contra ti?" Jesus não respondeu. Em vez de proteger e defender o acusado como requerido pela lei deles, o próprio sumo sacerdote se tornou o acusador, em franca violação das regras do julgamento. "Conjuro-te pelo Deus vivo", ele gritou, "que nos digas se tu és o Cristo, o Filho de Deus!" Embora Jesus pudesse continuar em silêncio, ele decidiu falar. "Se vos disser, não acreditareis, e se vos interrogar, não respondereis." Os sacerdotes novamente perguntaram "És tu o Filho de Deus ?" A resposta de Jesus foi apenas "Vós dizeis que eu sou." Caifás então anunciou à Corte "De que mais testemunho necessitamos? Pois nós mesmos o ouvimos da sua boca." O resto dos homens daquela corte terrível, ouvindo essas palavras ditas pelo seu sumo sacerdote, ilegalmente confirmaram seu julgamento gritando "É réu de morte!" A primeira audiência diante do Sinédrio foi concluída por volta das três da manhã (fato ilegal). A Corte só adiou o julgamento até o nascer do sol, embora a lei exigisse que cada um deles deliberasse a sós por um dia inteiro antes da segunda audiência. Porém, eles retornaram apenas algumas horas depois, ao amanhecer. Lucas nos conta "E logo que foi dia, ajuntaram-se os anciãos do povo, e os principais dos sacerdotes e os escribas, e o conduziram ao seu concílio." Essa sessão foi superficial. Nenhuma testemunha foi invocada e a lei foi violada ao se exigir que Jesus respondesse à questão repetida "És tu o Filho de Deus?" E novamente Jesus respondeu "Tu o disseste", e então acrescentou "digo-vos, porém, que vereis em breve o Filho do homem assentado à direita do Poder, e vindo sobre as nuvens do céu." Diante disso, a corte gritou "Para que precisamos ainda de testemunhas? Eis que bem ouvistes agora a sua blasfêmia." A votação foi feita, os votos dos juízes foram contados, e Marcos nos conta "todos o consideraram culpado de morte." A importância disso reside naquela provisão peculiar da lei Judaica que requeria a absolvição se houvesse veredito unânime. Entretanto, Jesus não foi absolvido. Sob a lei Judaica, a morte por apedrejamento era a sentença apropriada para uma ofensa capital. O povo Judeu não crucificava e esse método de executar a pena de morte era de origem Grega e Romana. Os Judeus executavam os condenados por apedrejamento, decapitação ou estrangulamento de acordo com a natureza do crime. Para a blasfêmia era prescrita a morte por apedrejamento. No entanto, o exército romano que ocupava Jerusalém na época era o único com poder de anunciar e executar sentenças de morte. O Sinédrio tinha apenas autoridade para levantar a acusação perante um magistrado romano ou governador militar, o qual tinha o dever de rever o processo inteiro em um julgamento separado tendo poder para decidir. Portanto, "logo ao amanhecer, os principais dos sacerdotes, com os anciãos, e os escribas, e todo o Sinédrio, tiveram conselho; e, ligando Jesus, o levaram e entregaram a Pilatos." Normalmente se diz que o reino de Judá nos deu a religião e a Grécia nos deu as artes, mas Roma nos deu as leis. O sistema judicial romano era incomparável em matéria de jurisprudência, mas Pilatos não seguiu o sistema romano. Ele não exerceu julgamento independente de acordo com a lei mas cedeu às pressões políticas dos sacerdotes judeus, violando assim a própria lei que ele estava encarregado de fazer cumprir. Sua história é um exemplo de como os juízes devem ser sempre livres de pressões políticas, livres para decidir os casos baseando-se apenas na lei e nas evidências. Como Procurador Imperial na Jerusalém ocupada pelos romanos da época, Pilatos tinha o dever legal de rever todas as evidências e procedimentos nos casos capitais trazidos até ele pelos líderes judeus. Ele foi um bom juiz - até que a segurança de seu cargo foi ameaçada pela política. Os sacerdotes levaram Jesus para a entrada do palácio de Pilatos. Eles não poderiam entrar porque se tornariam impuros, sendo uma época de Páscoa. Pilatos foi até eles dizendo "Que acusação trazeis contra este homem?". Os sacerdotes sabiam a importância da pergunta de Pilatos, pois eles queriam que Jesus fosse julgado e executado pelo sistema romano para que não sofressem a ira e a revolta dos judeus. Se os sacerdotes respondessem a pergunta acusando-o de blasfêmia, Pilatos então diria aos sacerdotes para condená-lo segundo suas leis - por apedrejamento. Mas para evitar a ira do povo judeu na desejada morte de Jesus, os sacerdotes tiveram o cuidado de não responder a Pilatos de forma acusativa, procurando fazer com que o próprio Pilatos acusasse Jesus. E os sacerdotes fizeram de tudo para que o próprio Pilatos condenasse Jesus, para que assim os sacerdotes saíssem ilesos desta culpa, que consequentemente, cairia sobre Pilatos. Por isso os sacerdotes não condenaram Jesus dentro de suas leis, o que seria correto pelo crime de blasfêmia. Então, os sacerdotes judeus responderam indiretamente: "Se este não fosse malfeitor, não o entregaríamos a ti." Em outras palavras, Pilatos perguntou "Qual a acusação contra este homem?" e os sacerdotes responderam "Se ele não fosse culpado não estaria aqui!" Pilatos percebeu essa tentativa de limitar sua jurisdição e induzi-lo a agir de acordo com a vontade deles. Isso o irritou e ele revidou: "Levai-o vós, e julgai-o segundo a vossa lei!" Os sacerdotes foram então forçados a admitir "Não nos é permitido condenar ninguém a morte." O que é mentira! Podemos considerar o modo de como normalmente os blasfemadores eram tratado pelos judeus: eram prendidos por soldados romanos? Eram eles entregues a Pilatos, de forma que ele os pudesse julgar de acordo com Lei romana? Eram eles chicoteados pelos romanos e depois crucificados? Nada disto! Os blasfemadores, reconhecidos como tal depois de um julgamento judeu normal, eram apedrejados até à morte pelos judeus, e os romanos não se preocupavam com estas atitudes. Os Evangelhos mostram que é mais um truque grosseiro, porque nós sabemos que:

1. Herodes executou centenas de judeus
2. A famosa adúltera que estava prestes a ser apedrejada pelos judeus sobreviveu graças a Jesus
3. São Paulo estava presente no apedrejamento do primeiro mártir Cristão, Estevão
4. João Batista foi executado pelos judeus
5. Depois da morte de Jesus, o Sinédrio ameaçou os apóstolos com a sentença de morte
6. O apóstolo S. Tiago foi apedrejado pelos judeus em Jerusalém
7. O mesmo Jesus, de acordo com o que os Evangelhos afirmam em muitas circunstâncias diferentes, correu o risco de ser apedrejado pelos judeus

Vamos tentar entender o dilema desses sacerdotes em violação às leis. Se eles apresentassem Jesus como um homem condenado por blasfêmia com o depoimento de apenas duas testemunhas que não concordaram entre si, Pilatos reverteria o veredito. Se eles apresentassem Jesus como alguém condenado por sua própria confissão, Pilatos também dispensaria o veredito. E, é claro, se eles informassem que Jesus havia sido condenado por votação unânime, Pilatos entraria com um veredito de absolvição. Então, os maliciosos sacerdotes apresentaram Jesus a Pilatos sob uma nova acusação que eles inventaram naquele momento: traição contra César. "Havemos achado este, pervertendo a nossa nação", disseram eles, "proibindo dar o tributo a César, e dizendo que ele mesmo é Cristo, o rei." Pilatos chamou Jesus para dentro do palácio e o perguntou em privado "Tu és o rei dos judeus ?" E Jesus perguntou a Pilatos para saber a origem da nova acusação: "Fala assim por ti mesmo, ou outros te disseram de mim?" Pilatos replicou "A tua nação e os principais dos sacerdotes entregaram-te a mim", explicando com isso de onde havia sido originada aquela acusação de traição. Era uma coisa plausível que um judeu acusasse um romano de traição ou que um romano acusasse um judeu, mas naquele momento eram os judeus mais proeminentes da nação acusando um de seus conterrâneos de crime de traição contra Roma! Jesus disse a Pilatos "O meu reino não é deste mundo." E Pilatos insistiu "Logo tu és rei ?" Jesus respondeu "Tu dizes que eu sou rei. Eu para isso nasci, e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz." Pilatos então fez a famosa pergunta "Que é a verdade?" Jesus não deu resposta alguma senão a presença silenciosa de si, de forma que Pilatos saiu para onde os sacerdotes estavam e, de acordo com João, pronunciou sua absolvição enfática do carpinteiro Nazareno. Ele disse a eles "Não acho nele crime algum!" Até então, Pilatos havia seguido a lei à risca. A lei teria libertado Jesus. Mas pela persistência desses maldosos sacerdotes que não se importavam em nada com as leis pelas quais eles mesmos governavam a terra e seus habitantes, Jesus não foi libertado. Era intolerável para esses inimigos da verdade que seu complô assassino fosse frustrado dessa maneira. Os sacerdotes soltaram rugidos de indignação "Alvoroça o povo ensinando por toda a Judéia, começando desde a Galiléia até aqui." Essa acusação era a de sedição (revolta, motim, crime contra o Estado), que era menos odiosa que a traição. Ela exigia a prova de uma motivação corrupta para a condenação, mas ainda nenhum motivo maldoso se pôde provar que existira em Jesus. Pilatos ignorou essa acusação, mas com a referência à Galiléia, ele encontrou uma oportunidade de escapar do que o esperava. Herodes, o Tetrarca da Galiléia, estava em Jerusalém para a Páscoa. Pilatos viu nisso uma chance de transferir a responsabilidade para Herodes, que tinha jurisdição para julgar acusações de sedição. Jesus era Galileu. Os sacerdotes aprovaram essa ação porque eles pensavam que Herodes faria o que eles quisessem para ganhar seus favores. Jesus foi arrastado até o palácio de Herodes, onde as acusações de traição e sedição foram reiteradas. Herodes, contudo, não se impressionou. Ele havia ouvido a respeito dos ensinamentos de Jesus e o questionou, mas quando Jesus se recusou a responder (um direito de todo acusado), Herodes colocou nele uma túnica branca e o mandou de volta a Pilatos sem dar uma decisão. Se esse procedimento irregular tivesse qualquer status legal, ele levaria a uma nova absolvição. Pilatos concordou. Lucas nos conta que quando os sacerdotes trouxeram Jesus de volta do palácio de Herodes, Pilatos saiu de encontro a eles e disse "Haveis-me apresentado este homem como pervertedor do povo; e eis que, examinando-o na vossa presença, nenhuma culpa, das de que o acusais, acho neste homem. Nem mesmo Herodes, porque a ele vos remeti, e eis que não tem feito coisa alguma digna de morte. Castigá- lo-ei pois, e soltá-lo-ei." Notemos que Pilatos naquele momento cometeu um erro. Ele declarou "Esse homem é inocente. Herodes o julgou inocente e eu o julguei inocente. Eu vou, portanto, castigá-lo e soltá-lo!" Mas que autoridade legal tinha Pilatos para castigar um homem inocente? Por que ele fez isso? Apesar de contrária à lei romana, eu creio que Pilatos fez isso na esperança de que o castigo deixaria os sacerdotes satisfeitos de modo que eles cessariam suas exigências de morte. Assim, Pilatos ordenou o castigo de Jesus, não com uma punição branda, mas com o açoitamento até quase matar, com tiras de couro embutidas com pedaços de chumbo! A imposição desse açoitamento ilegal foi, em si, um impedimento para punições ainda piores. Qualquer punição adicional violaria as leis tanto de Roma como de Israel, que estabeleciam que, já tendo o acusado sido condenado e punido, ele não poderia ser julgado novamente pelo mesmo crime. João diz que "desde então Pilatos procurava soltá-lo", mas Jesus foi levado ao quartel dos soldados e despido de sua túnica branca que havia sido dada por Herodes, foi coberto com uma capa púrpura, coroado com uma guirlanda de espinhos, dado uma cana como cetro, e levado para ser confrontado pelos irados sacerdotes novamente. Pilatos anunciou "Eis aqui o homem." Os sacerdotes responderam "Crucifica-o!" Tudo isso por ter Jesus desafiado a autoridade daqueles homens que estavam dispostos a violar as leis para causar sua morte, homens que por esta razão corromperam sua própria autoridade. Pilatos então disse "Tomai-o vós, e crucificai-o; porque eu nenhum crime acho nele." Ali estava um juiz de leis dizendo "este homem é inocente, mas vocês podem matá-lo se o quiserem." É claro que isso não satisfez os sacerdotes. Eles não ousariam crucificar Jesus sem uma aprovação inequívoca de uma autoridade romana, porque fazer isso os sujeitaria a uma represália, possivelmente até a morte, nas mãos dos romanos. "Nós temos uma lei", eles insistiram, "e, segundo a nossa lei, ele deve morrer porque se fez Filho de Deus." E ao dizer isso, eles revelaram a Pilatos que sua verdadeira queixa contra Jesus era, na verdade, a acusação de blasfêmia. Para além de todas estas objeções importantes, temos que considerar que declarar-se a si mesmo como "o filho de Deus" provavelmente não era um crime de blasfêmia nem era uma ofensa importante. De fato, a expressão "filho de Deus" era muito comum e poderia ser usada para representar todos os seres humanos: todos os judeus, de acordo com a Torá, eram filhos de Deus; em outro caso, o título poderia ser usado para caracterizar um homem devoto ou alguém que tinha sido iniciado numa condição de santidade e tinha tomado votos (como os "Nazaritas"). Há muitas expressões hebraicas como "filho da verdade", significando um homem particularmente honrado, "filho da luz", significando alguém que é iluminado espiritualmente, "filho da escuridão", significando um pecador endurecido, etc. Desta forma, os sacerdotes queriam de todo o jeito culpar Jesus de algo e usaram o fraco argumento de que ele se declarava "filho de Deus" fazendo disto um ato de blasfêmia.

Pilatos, que não havia ouvido ainda essa acusação, mais uma vez levou Jesus à parte e perguntou "De onde és tu?" Essa era equivalente à nossas modernas perguntas "De onde você vem? Qual é a sua intenção?" Pilatos queria saber o que Jesus poderia ter feito para enraivecer tanto os sacerdotes ao ponto de violarem as leis sagradas de sua nação para condená-lo à morte ilegalmente. Jesus não respondeu nada. Pilatos então vociferou "Não me falas a mim? Não sabes tu que tenho poder para te crucificar e tenho poder para te soltar?" Jesus apenas respondeu "Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado." Pilatos novamente procurou soltar Jesus, mas os sacerdotes enraivecidos exclamaram "Se soltas este, não és amigo do César." Essa era uma ameaça à Pilatos. Poderia haver graves conseqüências se a mais alta corte de Israel denunciasse Pilatos à César. Pilatos sentiu que uma interpretação errada de seu julgamento poderia chegar aos ouvidos de César. Ele poderia ser visto como se estivesse protegendo alguém que era considerado pelos mais influentes de seus conterrâneos como culpado de traição. Pilatos não teve a coragem de lutar pela justiça contra esses sacerdotes coléricos. Foi então que a esposa de Pilatos lhe enviou uma mensagem: "Não entres na questão desse justo."
Seu apelo levou Pilatos a tentar um último esforço para salvar Jesus sem arriscar seu cargo. Era costume durante a Páscoa libertar um prisioneiro escolhido pelo povo. Pelo voto popular, as pessoas poderiam conceder anistia a qualquer um sentenciado à morte. Eu vejo esse como um dos mais dramáticos momentos de toda a História, mas muito do drama passou despercebido pelos autores e dramaturgos, e uma lamentável confusão resultou em 2.000 anos de animosidade desnecessária entre cristãos e judeus. Foram os sacerdotes judeus que buscaram a morte de Jesus, não o povo.


JESUS NÃO FOI CRUCIFICADO

Naquela altura, todos sabiam que o nome de Deus não podia absolutamente ser pronunciado pelos judeus, dado que isso era, e ainda é, um significativo sacrilégio. Ninguém, à exceção do Sumo Sacerdote no Dia da Reconciliação, poderia pronunciar o nome Jeová; assim sendo, toda a vez que havia necessidade de se dirigir a Deus ou se referir à Ele, os judeus substituíam por nomes como Adonai, Eloah, Supremo, o Senhor, Pai, etc. Este último, "Pai", o qual em aramaico é "Abba", era o mais comumente falado por Jesus e é comumente usado nos textos dos Evangelhos, como por exemplo: "E disse: Pai, todas as coisas te são possíveis..." (Mc 14, 36); "...quando vier na glória do seu Pai, com os santos anjos..." (Mc 8, 38); " ...que o vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas." (Mc 11, 25); "Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra..." (Mt 11, 25); "Jesus disse a Pedro: Embainha a tua espada. Deixarei eu de beber o cálice que o Pai me deu? (Jo 18, 11); "...tudo o que o Pai tem é meu." (Jo, 16, 15). Tais exemplos são muito numerosos nos Evangelhos. Consequentemente, tanto Jesus como o Sumo Sacerdote, em vez de dizerem "filho de Deus", teriam usado certamente a expressão "filho do Pai", que foi mantida em Latim como o usual "filius Patris", que no idioma aramaico é representada pela palavra "bar", que significa "filho", e "Abba", que quer dizer "pai"; isto é, a expressão inteira é "bar Abba", a qual pode inclusivamente ser pronunciada sem nenhuma pausa, e assim parece-se com a palavra "Barabba". Assim, toda a expressão que nós conhecemos como "Jesus, o filho de Deus" pode aparecer em aramaico como "Yeishu bar-Abba". Estou seguro de que qualquer leitor, neste momento, apercebendo-se desta estranha coincidência, estará um pouco surpreendido. Claro que estou me referindo à semelhança (podemos até mesmo dizer igualdade) entre a expressão "o filho de Deus", tal como soa em aramaico, e o nome do prisioneiro que foi liberado no lugar de Jesus, que é Barrabás (Barabbas, no original). Ainda para mais, o nome daquele sujeito afortunado não era realmente Barrabás: os Evangelhos afirmam que ele era apelidado Barrabás e segundo os exegetas, o nome de "Barrabás" também era Jesus. O que significa isto? Deveríamos acreditar que ele também era "filho de Deus"? Porém, qual era o seu verdadeiro nome? Para podermos responder esta pergunta é preciso que se saiba que alguns velhos manuscritos do Evangelho segundo S. Mateus, datados do quarto século, chamam este sujeito não só pelo apelido mas até lhe atribuem o nome de Jesous Barabbas (o manuscrito tendo sido escrito em Grego antigo). Na realidade, os autores fizeram nada mais que transcrever em caracteres Gregos a expressão hebraica "Yeishu bar- Abba", cujo significado nós já sabemos: "Jesus, o filho do Pai" (todos os que estiverem relutantes em acreditar nisto devem ver o "Novum Testamentum Graece et Latine", por Augustinus Merk, editado em 1933 pelo Instituto Bíblico Pontifício, página 101, onde a frase que é comumente apresentada: "E tinham então um preso, bem conhecido, chamado Barrabás." (Mt 27, 16) está escrita "E tinham então um preso, bem conhecido, Jesus chamado de Barrabás."). Por que é que os tradutores fizeram de Barrabás um anônimo do quarto século em diante? Realmente, por que é que eles nos deixaram acreditar que Barrabás é o seu nome verdadeiro? Por que nos deixaram acreditar que Barrabás fosse outro prisioneiro quando na verdade se tratava do próprio Jesus? O que diabo está escondido atrás da curiosa circunstância que durante a ação feita pelos romanos, duas pessoas foram trazidas à presença de Pilatos: Jesus, o filho de Deus (ou seja, Yeishu bar- Abba), que foi condenado à morte, e Jesus Barrabás (que é exatamente o mesmo), que foi libertado? Por que é que os cristãos sempre foram mantidos na escuridão sobre o fato de que o aramaico "Barrabás" é o equivalente da moderna expressão "filho de Deus"? Como podemos ver, o assunto começa a levantar alguns enigmas curiosos. Mesmo assim, entre as muitas perguntas que nós não podemos responder, uma, pelo contrário, parece que podemos: podemos estar certos de que a narração do Evangelho da Paixão de Cristo foi censurada, e está cheia de truques literários inventados de propósito para distorcer completamente alguns aspectos importantes da verdade histórica sobre o modo de como Jesus foi preso, julgado, condenado, e executado; e sobre as razões para que todas estas coisas aconteceram. A pergunta de Pilatos ao povo judeu foi "Qual quereis que vos solte? [Jesus] Barrabás, ou Jesus chamado Cristo?" O povo judeu, é claro, clamou pela libertação de Barrabás ("Jesus filho do Pai"): "Então soltou-lhes barrabás." (Mateus 27, 26) Jesus então, foi solto no último instante e não teria sido crucificado como indicam as escrituras. Tudo indica que outro foi crucificado em seu lugar.


JESUS VIVEU NA ÍNDIA

Até o século VII o Alcorão mantinha precisamente o mesmo argumento: um substituto, tradicionalmente Simão de Cirene, tomara o lugar de Jesus na cruz. O Islã rejeita a crucificação de Jesus e a sua expiação. Talvez esta seja a mais forte resistência do Islã: a crucificação e morte de Jesus: "E por terem dito: 'Matamos o Messias, Jesus, o filho de Maria, o Mensageiro de Deus', quando, na realidade, não o mataram nem o crucificaram: imaginaram apenas tê-lo feito. E aqueles que dispunham sobre ele estão na dúvida acerca de sua morte, pois não possuem conhecimento certo, mas apenas conjecturas. Certamente, não o mataram." (Sura 4,157). Os Atos apócrifos de João afirmam igualmente que Jesus não morreu na cruz. Os famosos Manuscritos de Nag Hammadi contém muitas passagens antagônicas à ortodoxia e aos "seguidores da mensagem". Em um documento, por exemplo, chamado de segundo tratado do grande Seth, Jesus é descrito precisamente escapando à morte na cruz através de uma engenhosa substituição de prisioneiros. "Eles me viram e me infligiram castigo, (mas) era outro, seu pai. Aquele que bebeu o fel e o vinagre não era Eu. Eles me flagelaram com o caniço, (mas era) outro. Aquele que carregou a cruz em suas costas era Simão. Foi outro que recebeu a coroa de espinhos. Quanto a mim, Eu me rejubilava nas alturas, acima de todo o império dos arcontes e da semente de seu erro (e) de sua glória vã e zombava de seu erro." (O Segundo Tratado do Grande Seth VII,2, p.55,9-56,19) Logo após ser solto, Jesus teria fugido para a Índia, teve filhos e lá teria permanecido até o fim de seus dias. Esta é a tese de Andreas Faber-Kaiser, editor da revista espanhola "Mundo Desconocido" e autor de "Jesus Viveu e Morreu na Cachemira", que decidiu investigar por que há 1.900 anos se venera em Srinagar, capital da Cachemira, um túmulo chamado Rozabal (a "tumba do profeta") como sendo o túmulo de Jesus. Partindo então, do princípio de que Jesus escapou da crucificação e fugiu da Palestina, Andreas Faber-Kaiser procurou os sinais de sua presença na Cachemira. Sua principal fonte é o professor Hassnain, diretor do Departamento de Arquivos, Bibliotecas e Monumentos do Governo da Cachemira, diretor honorário do Centro de Pesquisas de Estudos Budistas da Cachemira e secretário do Centro Internacional de Pesquisas de Estudos Indianos Sharada Peetha. O professor Hassnain colocou à disposição de Andreas Faber- Kaiser numerosos documentos que falam de um homem com idéias e filosofia idênticas às de Jesus. Este homem é designado nos documentos pelos nomes de Yusu, Yusuf, Yusaasaf, Yuz Asaf, Yuz-Asaph, Issa, Issana e Isa, que são traduções de Jesus nas línguas cachemir, árabe e urdu. E é este mesmo homem, segundo trajeto traçado pelos documentos, o que foi enterrado no túmulo Rozabal de Srinagar.
Segundo Andreas Faber-Kaiser, porém, ainda mais importante que os
documentos que falam desse Jesus adulto são os manuscritos de Nikolai Notovitch, que contam a vida de um profeta, chamado Isa, que viveu na índia, entre os 13 e os 30 anos, a mesma faixa de idade em que nada se sabe sobre Jesus. Para Faber-Kaiser, tais manuscritos fecham o ciclo: Jesus viveu na Índia, voltou para a Palestina e, depois, obrigado a fugir, retornou à região em que viveu toda a sua juventude. Nikolai Notovitch foi um viajante russo que no século passado explorava os territórios do norte da índia, incluindo a Cachemira e o Ladakh, região também conhecida por Pequeno Tibete. Em uma de suas viagens, Notovitch conheceu em Hemis, no Ladakh, um lama (sacerdote budista entre mongóis e tibetanos) estudioso da vida de Isa. Este lama traduziu para Notovitch, que anotou a mão, documentos escritos em páli (língua dos livros sagrados budistas), contando sobre a passagem de Isa na Índia, numa época que corresponde àquela em que Jesus viveu e, principalmente, no exato período em que a Bíblia não registra sua presença na Palestina. O professor Hassnain chegou aos manuscritos de Notovitch por acaso. Isolado por uma tempestade de neve em Leh, capital do Ladakh, ele dedicou semanas à pesquisa de velhos textos da biblioteca da lamaseria (o mosteiro dos lamas) local e lá encontrou os 40 volumes de diários dos missionários alemães Marx e Francke. Em um dos volumes havia uma referência aos manuscritos traduzidos que Notovitch deixara em Hemis, a 38 quilômetros a sudeste de Leh. Os missionários alemães não dão crédito às informações de Notovitch, mas o professor Hassnain está totalmente convencido de sua autenticidade. Em "Jesus Viveu e Morreu na Cachemira" estão reproduzidos alguns trechos dos manuscritos de Notovitch sobre a história de Isa:

"Um formoso menino nasceu no país de Israel e Deus falou pela boca deste menino explicando a insignificância do corpo e a grandeza da alma. O menino divino, a quem deram o nome de Isa, começou a falar, ainda criança, do Deus uno indivisível, exortando a grande massa extraviada a arrepender-se e a purificar-se das faltas que havia cometido. 
De todas as partes as pessoas corriam para escutá-lo e ficavam maravilhadas diante das palavras de sabedoria que surgiam de sua boca infantil; os israelitas afirmavam que neste menino habitava o Espírito Santo. Quando Isa alcançou a idade de 13 anos, época em que um israelita deve tomar uma mulher, a casa onde seus pais ganhavam o pão, através de um trabalho modesto, começou a ser ponto de reunião de pessoas ricas e nobres que desejavam ter o jovem Isa por genro, pois era ele conhecido em toda parte por seus discursos edificantes
em nome do Todo-Poderoso. Foi então que Isa desapareceu secretamente da casa de seus pais, abandonando Jerusalém, e se encaminhou com uma caravana de mercadores para Sindh (Paquistão), com o propósito de se aperfeiçoar no conhecimento divino e de estudar as leis dos grandes Budas. Aos 14 anos, Jesus havia atravessado todo o Sindh e os devotos do deus Jaina lhe imploravam que ficasse entre eles, mas ele os deixou, caminhando para Jagannath (uma das cidades sagradas da Índia), onde foi recebido com grande alegria pelos sacerdotes de Brahma, que lhe ensinaram os Vedas, a salvar o povo através de orações, a expulsar o espírito do mal do corpo humano e a devolver a este sua forma humana. Jesus viveu seis anos percorrendo as cidades sagradas de Jaganath, Rajagriba, Benaíes e outras, em estado de paz com os Vaishyas e Shudras, aos quais ensinou a sagrada escritura".

Nos manuscritos de Notovitch consta que Jesus ganhou suasprimeiras antipatias na Índia quando falou da igualdade dos homens, pois os brâmanes escravizavam os sudras e afirmavam que estes só se livrariam da escravidão com a morte. Jesus recusou o convite dos brâmanes de aderir a suas crenças e foi pregar entre os sudras, contra eles. Condenou então severamente a doutrina que dá aos homens o direito de explorar outros homens, e também combateu a idolatria, defendendo a crença em um único Deus todo-poderoso. Finalmente os brâmanes decidiram que ele devia morrer. Advertido pelos sudras, Jesus abandonou a índia e alcançou o Nepal.
Depois de aprender a língua páli, deixou o Nepal e caminhou em direção ao oeste, passando pela Cachemira e chegando à Pérsia (hoje Irã), onde os sacerdotes proibiram o povo de ouvi-lo. Como o povo desobedeceu à proibição, Jesus foi preso e solto pouco depois. Aos 29 anos, Jesus empreende sua viagem de volta a Israel, onde chega um ano depois. A partir daí, os manuscritos de Notovitch, segundo Faber- Kaiser, se confundem com os textos bíblicos. Depois de comparar as filosofias desse Isa descrito por Notovitch, do Jesus da história cristã e do profeta que voltou à Índia e se fixou na Cachemira após a crucificação, Andreas Faber-Kaiser conclui que os três são uma só pessoa. Para Faber-Kaiser, desde o início de sua fuga Jesus pretendia chegar à Cachemira, para cumprir uma missão: reunir as tribos perdidas de Israel, que se espalharam pela Ásia depois do grande cisma. Segundo Kaiser, havia indícios de que os sobreviventes das dez tribos se estabeleceram quase todos na Cachemira, e alguns no Afeganistão e no Paquistão.
Baseado nos documentos recolhidos pelo professor Hassnain, Faber- Kaiser reconstitui a trajetória que Jesus percorreu da Palestina até a Cachemira: "Ele e sua mãe, Maria, tiveram que emigrar da Palestina e partir para um país longínquo, passando de país a país. Acompanhou- os na fuga Tomás, um dos discípulos de Jesus. Encontramos rastros de Jesus na Pérsia, no Afeganistão, e, na localidade de Taxila, no Paquistão. Saídos de Taxila, Jesus, Maria e Tomás rumam em direção à Cachemira, mas Maria não chega a ver a `Terra Prometida'; não suportando mais as penas da longa viagem, morre no povoado de Murree". Faber-Kaiser prossegue: "De Murree Jesus entra na Cachemira por um vale que até hoje se chama Yusmarg (o vale de Yusu). Na Cachemira, Jesus teve mulher e filhos, e até hoje mora em Srinagar o senhor Sahibzada Basharat Saleem, que conserva a árvore genealógica completa de sua família, de Jesus até ele". 
A cena da morte de Jesus, Faber-Kaiser transcreve do livro Ikmatud Din, do escritor e historiador oriental Shaikh al Sa'id us- Sadiq, morto no ano de 962: "Jesus, ao sentir a aproximação de sua morte, mandou buscar seu discípulo Ba'bat (Tomás) e expressou a este seu último desejo: que se construísse uma tumba sobre seu corpo no lugar onde expirasse". Esta tumba, está em pleno centro da cidade de Srinagar, capital da Cachemira. A entrada da tumba lê-se a inscrição Rozabal, que quer dizer o "túmulo do profeta".


A RESSURREIÇÃO

Não tendo portanto, sido crucificado, Jesus não teria ressucitado como descrevem os Evangelhos. O que tornaria isto a segunda maior farsa já contada para a humanidade. São Paulo admitia a ressurreição "material" de Jesus, entretanto, vale lembrar que Paulo viu Jesus como espírito e não com o seu corpo carnal. Seus acompanhantes não viram ninguém, apenas "uma voz" (Testemunho da Verdade 45: - 48:18, in NHL. 117); (Atos 9). Apesar de, a princípio, defender a materialidade da ressurreição, Paulo concluiu: "Digo-lhes, irmãos, a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção (i.e. o corpo mortal) herdar a incorruptibilidade". Entretanto a cristandade ortodoxa, ferrenhamente, continuou crendo na "Ressurreição da Carne". Um conceito equivocado.

Fonte: Yann Le Bohec é professor de história romana da Universidade de Paris IV - Sorbonne)

Complementação ao estudo:


Houve três personagens históricos durante o período Romano que as pessoas pensavam ser o Messias e que foram crucificadas pelos Romanos, a saber, Yehuda da Galileia (6 D.C.), Theudas (44 D.C.) e Benjamim, o Egípcio (60 D.C.). Dado que se pensava que estas três pessoas eram o Messias, elas foram naturalmente confundidas com Yeishu e ben Stada. 

Yehuda da Galileia tinha pregado na Galileia e tinha arranjado muitos seguidores antes de ser crucificado pelos Romanos. A história do ministério de Jesus na Galileia parece ter sido baseada na vida de Yehuda da Galileia. Esta história e a crença de que Jesus viveu em Nazaré na Galileia reforçaram-se mutuamente. 

A crença de que alguns dos discípulos de Jesus foram mortos em 44 D.C. por Agripa parece ser baseado no destino dos discípulos de Theuda. Dado que ben Stada tinha vindo do Egipto é natural que ele tenha sido confundido com Benjamim, o Egípcio. Eles foram também, provavelmente, contemporâneos. Alguns escritores modernos até sugeriram que eles foram a mesma pessoa, apesar disso não ser possível pois as histórias das suas mortes são completamente diferentes.

Nos Atos dos Apóstolos do Novo Testamento, que usa o livro de Flávio Josefo"Antiguidades Judaicas" (93 – 94 D.C.) como referência, é deixado claro que o autor considerou Jesus, Yehuda da Galileia, Theudas e Benjamim, o Egípcio como quatro pessoas diferentes. 

No entanto, naquela altura já era muito tarde para anular as confusões que já tinham acontecido antes do Novo Testamento ter sido escrito, e a ideia da crucificação de Jesus tinha-se tornado uma parte integral do mito.


Uma outra teoria sobre a crucificação 

Acompanhe esta teoria:



Há uma corrente de pesquisadores que defendem que a morte de Jesus na cruz foi uma farsa. Eis aqui os argumentos deles:

Pilatos não tinha nenhuma acusação contra Jesus e não tinha nenhum motivo para condena-lo a morte (João: 19: 4: Pilatos saiu outra vez e disse-lhes: Eis que vo-lo trago fora, para que saibais que não acho nele nenhum motivo de acusação). Mas os judeus insistiram: (João 19: 6: Quando os pontífices e os guardas o viram, gritaram: Crucifica-o! Crucifica-o! Falou-lhes Pilatos: Tomai-o vós e crucificai-o, pois eu não acho nele culpa alguma). E diante da determinação dos judeus em crucifica-lo, Pilatos acabou cedendo:(João 19: 12: Desde então Pilatos procurava soltá-lo) e o entregou aos judeus (João 19: 16: Entregou-o então a eles para que fosse crucificado).


Pilatos que não era um homem injusto não achou certo o que queriam fazer os judeus, afinal Jesus o ajudava na arrecadação de impostos(Mateus 22: 21: De César, responderam-lhe. Disse-lhes então Jesus: Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus), e para provocar os judeus, mandou fazer a inscrição na cruz (João 19: 19: Pilatos redigiu também uma inscrição e a fixou por cima da cruz. Nela estava escrito: Jesus de Nazaré, rei dos judeus). 

Na crucificação, tudo foi arranjado para que Jesus saísse vivo. Naquele tempo, os crucificados ficavam cerca de três na cruz, era o tempo médio que eles demoravam para morrer. Jesus teria ficado apenas três horas. 
Há outros detalhes que explicam a preservação da vida de Jesus: sua pernas não foram quebradas(João: 19: 33: Chegando, porém, a Jesus, como o vissem já morto, não lhe quebraram as pernas), a lança que o perfurou no lado, de onde saiu água e sangue (João: 19: 34: mas um dos soldados abriu-lhe o lado com uma lança e, imediatamente, saiu sangue e água), ajudaram a aliviar o sofrimento de Jesus pois o acúmulo de líquidos causados pelo martírio tornava mais penoso sua permanência naquela posição na cruz.
José de Arimatéia, foi o homem encarregado de tirar Jesus da cruz e cuidar de seus ferimentos, para isto ele levou panos, mirra (um óleo com poderes medicinais devido a suas propriedades anti-sépticas e aloés que tem propriedades cicatrizantes) como esta descrito em João 19: 39 : Acompanhou-o Nicodemos (aquele que anteriormente fora de noite ter com Jesus), levando umas cem libras de uma mistura de mirra e aloés.
Os soldados ficaram de guarda para que o corpo não fosse roubado (Mateus: 27: 65-66: Respondeu Pilatos: Tendes uma guarda. Ide e guardai-o como o entendeis. Foram, pois, e asseguraram o sepulcro, selando a pedra e colocando guardas), na verdade estavam ali para garantir que ninguém fosse procurar por Jesus antes que ele se recuperasse e pudesse dar início a sua fuga.

Fonte(s):
Sylvia Browne

Crucificação:


Depois que experiências com cadáveres mostraram que um crucificado, com cravos nas mãos, teria as mãos rasgadas e cairia, as imagens da crucificação passaram a mostrar os cravos nos pulsos como na medalha "Mãos Ensanguentadas de Jesus" (Argh!).

Será que os estigmas (São Francisco, por exemplo), também vão migrar para os pulsos?
Talvez fosse hora de fazer um recall dessas imagens mas, como a existência de Jesus é muito pouco provável, toda essa trabalheira não teria sentido!



Como sempre encontramos na história das religiões antigas algumas divindades que utilizavam a cruz, será que o cristianismo copiou?

•  Divindade: Quetzalcóatl

•  Onde: México

•  Quando: 587 A.C.

Venerado por astecas, toltecas e maias, seu nome combina “quetzal” (uma ave nativa, com belas plumas) e “cóatl” (serpente). 
Também nasceu de uma mãe virgem para livrar os homens dos seus pecados. Foi baptizado na água, ungido com óleos e jejuou por 40 dias. Crucificado entre dois ladrões, renasceu e subiu aos céus.



•  Divindade: Esus

•  Onde: Bretanha

•  Quando: 834 A.C.

Nasceu da virgem Mayence, hoje representada como uma santa envolta em 12 estrelas e uma serpente aos pés.  ( 12 estrelas? Foi daí que se inspiraram para criar os 12 apóstolos de Jesus?)
Foi crucificado num carvalho, considerada “a árvore da vida”, entre um elefante (que simbolizaria a magnitude dos pecados da humanidade) e um cordeiro (alusão à pureza de quem se oferece para o sacrifício divino).
O poeta romano Lucano (39-65) não estabelece de que maneira Esus (essa é a grafia correcta) teria morrido.



•  Divindade: Hórus

•  Onde: Egipto

•  Quando : 3000 a.c.

Hórus nasceu da virgem Isis, o nascimento de Hórus foi acompanhado por uma estrela a Leste, essa acompanhada por 3 reis. O nascimento de Jesus foi semelhante. Hórus foi considerado uma criança-prodígio aos 12 anos. Jesus também. Hórus teve 12 discípulos e viajou com eles praticando milagres Jesus também.
Hórus andou sobre as águas. Jesus também. Hórus foi traído por Tifão. Jesus foi traído por Judas. Hórus foi condenado a morte e crucificado. Jesus também. 
Hórus ressucitou 3 dias depois. Jesus também.


Mitra (persa romano) 1200 a.C 
Nasceu dia 25 de dezembro; nasceu de uma virgem; foi baptizado; teve 12 discípulos; praticou milagres; morreu crucificado; ressuscitou no 3º dia...


Attis (Frígia – Roma) 1200 a.C. 
Nasceu dia 25 de dezembro; Nasceu de uma virgem; Foi crucificado, morreu e foi enterrado; Ressuscitou no 3º dia...



•  Divindade: Prometeu

•  Onde: Grécia

•  Quando: Não é possível estabelecer uma data para a sua morte


Foi o Titã que libertou e “iluminou” a raça humana ao dar-lhe o fogo dos deuses. Por essa ousadia, foi condenado por Zeus a viver pregado numa rocha, com o fígado devorado por uma águia. Para os gregos, era nesse órgão que ficavam os sentimentos, e não no coração.


•  Divindade: Bali

•  Onde: Índia

•  Quando: 725 A.C.

Segundo o historiador Godfrey Higgins, a cidade de Mahabalipore, na Índia, traz registos dessa crucificação, que também teria servido para limpar os nossos pecados. 
“Bali” significa “Segundo Senhor” , ele integrava uma trindade que compunha um só Deus. Era cultuado como Deus e como filho Dele.


•  Divindade: Indra

•  Onde: Tibete

•  Quando: 725 A.C.

A sua mãe, virgem, era negra. Indra também. Acreditava-se que ele tinha poderes extraordinários, como prever o futuro, andar sobre as águas e levitar. ( Jesus também caminhara sobre as águas)
Indra era um deus guerreiro, que não pregava a paz, e defendia que a castidade era o único caminho para se tornar santo.



•  Divindade: Krishna

•  Onde: Índia

•  Quando: 900 A.C.

Tem muitos pontos em comum com Jesus. Segundo textos hindus, como o Bhagavata Purana e o Mahabaratha, o seu nascimento estava previsto num livro sagrado. 
Para evitar que a profecia se concretizasse, o governante da região mandou matar todos os recém-nascidos. A sua mãe era uma virgem de origem humilde, que recebeu a visita de pastores quando deu à luz. ( muito semelhante á história de Jesus! Mas Krishna surgiu muito antes de Jesus )
Krishna peregrinou por regiões rurais dando sermões, curando doentes e operando milagres, como a multiplicação de peixes. Recomendava aos discípulos que amassem os seus inimigos. 
Segundo alguns relatos, teria sido crucificado , assim como Jesus, entre dois ladrões e aos 33 anos. Ressuscitou no terceiro dia e subiu aos céus, mas avisou que ainda voltaria à Terra. Numa segunda versão dos factos, Krishna teria sido vítima de flecha, aos 125 anos.



•  Divindade: Sakia

•  Onde: Índia

•  Quando: 600 A.C.

Nasceu para expiar os pecados do mundo e a sua mãe era chamada pelos seus seguidores de Virgem Sagrada. Assim como Jesus, operou milagres e curou doentes. 
Foi tentado pelo diabo e deixou mandamentos como “não matarás”, “não roubarás”, “não pecarás”, “não cometerás adultério” e “não mentirás”. Ficou eternizado pelo símbolo da cruz. ( mais uma divindade com história idêntica à de Jesus, mas que surgiu muito antes! )



•  Divindade: Alceste

•  Onde: Grécia

•  Quando: 600 A.C.

É o único caso de que se tem relato sobre uma mulher sendo crucificada para livrar a humanidade dos próprios pecados. Ela também era parte de uma Santíssima Trindade. 
A morte da deusa gera controvérsia: algumas versões defendem que ela deu a vida para salvar o marido, Eurípedes. Como recompensa, teria ressuscitado ainda mais bela. Humana, Alceste teria sido levada pelo deus da morte, Tanatos


Existem outros deuses com características muito semelhantes a estes:

Adad de Asiría , Hércules da Grécia , Baal de Fenicia , Beddou do Japão , Deva Tat da Tailândia , Jao de Nepal , Salivahana de Bermudas , Thor da Mitologia Nórdica crucificado entre dois ladrões, renasceu e subiu aos céus.

0 comentários:

Postar um comentário

Todos os cometários são bem vindos, contanto que sigam algumas orientações.

- Desrespeito de nenhuma forma será tolerado, palavrões, xingamentos, ofensas, palavras chulas e qualquer coisa semelhante, iremos apagar o comentário sem nenhuma justificativa.

- Os comentários em cada postagem deve tratar do assunto da POSTAGEM, assuntos paralelos devem ser feitos em suas respectivas postagens ou na parte de CONTATOS do Blog.

- Ninguém é obrigado a concordar com nosso ponto de vista, mas são obrigados a respeitar, debates são bem vindos, mas que venham com argumentos e não com acusações sem fundamento como por exemplo, "vocês estão errados porque estão" acreditamos que isso não vem acrescentar nada a ninguém e não iremos perder nosso tempo com comentários inúteis.

Sem mais no momento, respeitando essas orientações, fiquem a vontade!